Frase que está em circulação na internet, sobre o
(ainda) treinador
da Seleção Brasileira, protegido por Ricardo Teixeira
A OPINIÃO DO PP
PÁTRIA DE CHUTEIRAS
PERSIO PRESOTTO
As duas faces da derrota
Você que lê esse artigo, por acaso, gosta de perder? É aquele que participa de competições já sabendo que será o último e, ainda assim, sai com um sorriso escancarado?
Creio que não...
Perder é chato, desagradável, seja num simples par ou ímpar ou em algo muito mais complexo, como uma Copa do Mundo.
O fato é que a derrota pode ser digerida de duas formas muito distintas.
A primeira delas é a da humilhação, rejeição: quando você sabe que há condições para fazer algo melhor e esse "melhor" não é feito por descaso, desinteresse de um grupo que está com a mente inteiramente voltada para outras coisas que nada tem a ver com a competição em si.
Foi exatamente assim que a Seleção Masculina de Futebol, de Dunga, Ricardo Teixeira e Ronaldinho Gaúcho viajou para as Olimpíadas de Beijing, na China. Foram a passeio pra lá.
Foi vendida a idéia de que o escrete canário era o melhor do mundo, que contra o Brasil ninguém podia... De início foi assim mesmo. Ganhamos da Bélgica, da Nova Zelândia, da China e de Camarões sem tomar um único gol! Que timaço é esse do Brasil!!!
Bom... depois de enfrentar todas essas potências do futebol mundial, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina... (Quem é a Argentina? Nunca ouvi falar dessa seleção, deve ter se perguntado Ricardo Teixeira). Los hermanos venceram por 3 a 0, dando olé, colocando o Brasil na roda... Uma humilhação sem tamanho. Algo que beira o imperdoável, uma vez que paramos para analisar a folha de pagamento de cada um dos medalhões que foram convocados e dos contratos milionários com patrocinadores que foram assinados.
Por que tanto investimento num amontoado que se diz Seleção Brasileira e ostenta a condição de Pentacampeã do Mundo, sendo que nunca ganhou a Copa do Mundo cinco vezes seguida???
O Futebol Feminino, que passou a ganhar espaço no rodapé da página de esporte a partir de 1996, na Olimpíada de Atlanta, não é ajudada pela CBF em absolutamente nada! Por que será?
Mulher não sabe jogar futebol?
Claro que sabe!
E, a contar as últimas campanhas em Olimpíada, Copa do Mundo... jogam melhor que os homens. Têm mais vontade, determinação, garra, mesmo tendo de treinar num campo de terra batida, sem material adequado.
Agnelo Queiroz, então Ministro do Esporte, lançou a Timemania prometendo repassar 7% do total arrecadado com a venda da loteria aos clubes que investissem na formação de equipes femininas de futebol. A promessa, como se sabe, não foi cumprida! Agnelo fez aliança com gente perigosa, que não valia a pena e, logo, mudou de idéia. Os 7% que seriam destinados ao futebol feminino acabaram indo para os cofres do Governo na forma de pagamento da dívida dos clubes.
Ou seja: você que compra a tal loteria é quem paga a dívida do Flamengo, do Cruzeiro, do São Paulo, do Palmeiras... e o futebol feminino continua no relento.
É por coisas assim que valorizo, respeito e sinto orgulho, mesmo na derrota, do choro das nossas meninas após a final Olímpica diante das norte-americanas, por 1 a 0, na prorrogação.
Não houve corpo mole, falta de interesse. Houve, sim, muita luta, amor, respeito... houve coletividade, espírito de grupo.
A campanha das nossas meninas foi irretocável. Jogaram com gana da primeira à última partida. E, ainda que derrotadas, não desistiram de mostrar quem são e porque foram lá. Foi uma derrota consagradora, que nos enche de orgulho e nos faz lamentar pela falta de sorte ao tomar um gol em que não há culpados.
A prata foi de ouro para as nossas mulheres, tão renegadas e deixadas pra escanteio pelos homens da medalha de lata!
Lata de cerveja, de refrigerante, que têm coragem de investir em algo que não vale um centavo e jogam no lixo o maior dos tesouros.
Boa parte dos comentários que leio e ouço a respeito do desempenho brasileiro nos Jogos Olímpicos de Beijing, na China, dão conta de um "fracasso" pra lá de esperado.
No momento em que escrevo esta coluna, nosso país ocupa a 38ª colocação no quadro de medalhas, com apenas 4, todas de bronze, sendo que 3 delas foram conquistadas pelo Judô e uma pela natação. Um desempenho ridículo, se comparado aos dos chineses, que lideram com 22 medalhas de ouro e 36 no total.
Tá... pode me chamar de louco pela comparação feita. Pode, também, dizer que é totalmente injusta e equivocada, uma vez que há mais de mil atletas chineses participando das Olimpíadas, enquanto o Brasil conta com 220 ou perto disso. Embora o método usado para definir o número de atletas por país a participar dos Jogos não seja um problema meu ou seu, aceito como argumento.
Mas, por gentileza, não se esqueça de, quando argumentar sobre o tema, de falar, e sem medo de errar, que o investimento no Esporte é zero no Brasil. E que ainda assim, o presidente da República, aquele que nada sabe e faz, viaja com o Aerolula para "prestigiar" nossos atletas.
Atletas que não ganham nem para comer e são cobrados, exigidos, mesmo que inconscientemente, para que tragam o Ouro e representem nossa Pátria amada Brasil com dignidade.
Mas e a dignidade deles, que é pisoteada por três anos e meio e acariciada por alguns dias, quiçá horas antes da competição?
O Ministro do Esporte, Sr. Orlando Silva Jr., também foi à China.
Ele, certamente, teve a chance de conversar com parte da delegação brasileira e constatar, sem grande dificuldade, que, pelo menos, 80% deles não têm local adequado para treinar, para viver, para morar e, mesmo assim, suam sangue para defender e atender os anseios deste Brasil largado, lançado aos crocodilos, sem pai nem mãe.
A Imprensa, como já era de se supôr, também tem culpa nisso. Porque falar, tecer esse tipo de crítica só quando a coisa acontece e está na nossa cara? Porque não dar continuidade a esse tipo de trabalho quando não se tem Olimpíada e Pan-Americano?
Muitos se apóiam na tese de que há um grande desinteresse da população por esse tipo de assunto. Por isso, quando abordado, ganha, no máximo, uma nota em rodapé na última página do jornal.
Ok...
Mas, há um porém: desde 1500, nossos governantes demonstraram o mesmo tipo de preocupação com você, que é do povo, e, neste momento, pode se sentir abandonado como o atleta olímpico que, do jeito dele, honra o país no qual ele e você vive.
Por que não transformar o "eu", o "você", o "ele" em "NÓS"?
Desde ontem, terça-feira, que a Copa Sul-Americana teve início para as equipes brasileiras. A meu ver, trata-se de uma competição que existe apenas para rechear os cofres da entidade presidida pelo "vitalício" Nicolas Leóz e que não oferece nenhum grande benefício aos participantes.
Quem vence a Sul-Americana não tem, por exemplo, vaga para a disputa do Mundial Intercubes, realizado anualmente pela Fifa. Tivesse esse direito assegurado, talvez seria tratada com maior carinho.
A grande atração desta competição fica em torno dos duelos nacionais e, principalmente, nos entre Brasil e Argentina.
Argentina, que, diga-se, é a papa-títulos.
Boca Juniors, de Riquelme, e o San Lorenzo, que já teve Silas, são os grandes nomes do país azul e branco.
Além deles, há o Pachuca, do México, e o Cienciano, do Peru.
Nenhum brasileiro venceu a Sul-Americana até aqui.
E nem precisa!
Pra quê se arriscar num torneio desses, tendo um segundo turno inteiro do Campeonato Brasileiro pela frente?
Certo fez o São Paulo que, ontem, na Arena da Baixada, empatou em 0 a 0 com o Atlético-PR levando a campo um time de garotos.
Com o elenco reduzido, além de jogadores contundidos, seria burrice colocar os titulares para atuar, sendo que, domingo, o Tricolor paulista joga com o Grêmio, no Olímpico.
Grêmio que, acredito eu, usará da mesma estratégia, contra o arqui-rival Internacional, hoje à noite, no Gigante da Beira-Rio.
E o Palmeiras, que, em São Januário, pega o Vasco da Gama?
Vanderlei Luxemburgo, experiente que é, vai se dedicar ao Brasileirão...
São Paulo, Grêmio, Palmeiras, três equipes que estão no G4, com chances de classificação para a Taça Libertadores de 2009 e que não podem queimar parte da massa cinzenta com algo que não lhes interessa!
O único clube que, no meu entendimento, pode encontrar algum tipo de motivação para conquistar a Copa Sul-Americana deste ano é o Atlético-MG, em péssima fase no ano do centenário, que vai ao Engenhão, no Rio de Janeiro, encarar o Botafogo.
No dia 21 de maio deste ano, no Maracanã, o Fluminense enfrentou o São Paulo pela Taça Libertadores das Américas. Era a partida decisiva, válida pelas Quartas-de-Final. O vencedor, de duas uma: ou pegava o Santos - eliminado pelo América do México - ou o Boca Juniors, da Argentina, até então temido, por ser o grande bicho-papão na competição de clubes Sul-Americanos.
Uma semana antes, no Morumbi, o Tricolor paulista derrotou o das Laranjeiras por 1 a 0, com gol de Adriano.
A expectativa para o jogo no Rio de Janeiro era imensa.
Tratava-se do duelo entre o tricampeão São Paulo e o Fluminense, dono da melhor campanha na fase de Grupos da Libertadores de 2008.
Quando a bola rolou, o que se viu foi uma partida espetacular para ambos os lados.
E foi o Fluminense quem abriu o placar, aos 13 minutos, com Washington.
Já no segundo tempo, aos 26 minutos, Adriano deixou tudo igual. Mas os são-paulinos nem puderam festejar, pois, aos 27, Dodô fez 2 a 1 para o Flu, garantindo a festa no Maior do Mundo.
Para que a festa fosse completa, no entanto, ainda faltava um gol para o Fluminense.
E esse gol tão esperado aconteceu aos 46 minutos, no último e derradeiro lance do jogo: Washington, o Coração de Leão, garantiu a classificação do Fluzão.
Daí em diante, todos sabemos o que aconteceu.
O São Paulo, eliminado da Libertadores, investiu integralmente no Campeonato Brasileiro, enquanto o Fluminense, apostando suas fichas na conquista da América, deixou o Brasileirão de lado, fato que, mais tarde, custou muito caro.
Eliminar o Boca Juniors foi algo que rendeu muitas manchetes otimistas ao Tricolor das Laranjeiras, rumo ao título inédito.
Falou-se em final antecipada, que a Taça já estava garantida...
Renato Gaúcho, mostrando uma confiança gigantesca, algo que chegava a assustar até, já se sentia o Campeão das Américas. Disse que, conquistando a Libertadores, o Flu brincaria no Brasileiro...
Mas a LDU, do Equador, mostrou que o campeão não se faz por antecipação e calou a torcida do Fluminense, em pleno Maracanã.
Hoje, quase três meses depois, o Fluminense volta e enfrentar o São Paulo no Maracanã. E em situação bastante diferente.
No G4 do Brasileirão, o Tricolor do Morumbi não pode pensar em derrota, caso queira chegar à liderança, ocupada pelo Grêmio.
Quanto ao Fluminense, na zona de rebaixamento, também não pode pensar em derrota. A cada rodada que passa, a vida fica mais complicada. E estamos na penúltima rodada do primeiro turno (18ª). Tropeçar agora, é o mesmo que iniciar o caminho de volta à segundona.
Segundona em que o Flu já esteve e só voltou por um "tapetão", um "acerto de cavalheiros" entre os cartolas do nosso futebol.
IMBECIS Difícil encontrar outro adjetivo para qualificar o grupelho que esteve ontem no Ninho do Urubu - centro de treinamento do Flamengo - para atirar uma bomba e um rojão de fabricação caseira dentro de campo.
Isso não é comportamento de torcedor, de cidadão. É coisa de vândalo, cafageste, gente que não presta.
Esses imbecis que lá estiveram, é bom lembrar, invadiram o local, não foram convidados.
Os estilhaços da bomba atingiram o zagueiro Dininho, que, por sorte, não foi ferido com gravidade.
Mas, e se houvesse uma fatalidade?
O filho do meia Ibson, com pouco mais de um ano, estava no local...
Quem responderia por tal vandalismo?
Fatos irresponsáveis como esse são de causar revolta!
Será que os imbecis que jogaram a bomba e o rojão em campo fariam isso se lá estivesse um parente deles?
Pessoal, sejamos sinceros uns com os outros: há melhor edição de Campeonato Brasileiro do que a de 2008? Daqui um, dois, três anos, pode até existir uma que seja mais emocionante, com maior média de público e renda, mas em termos de equilíbrio entre as equipes....
No chamado G4, que garante vaga à Taça Libertadores das Américas, ninguém pode se dar ao luxo de se achar o suprasumo, o insuperável.
Escrevo a coluna antes da 17ª rodada iniciar e a situação do G4 é a seguinte: Grêmio (32), Cruzeiro (30), Vitória (29), Flamengo (28). Desses quatro, só o Flamengo não pode roubar a liderança gremista nesta rodada que está para começar.
E há um detalhe: no domingo, o Grêmio encara o Vitória, no Olímpico, enquanto o Flamengo recebe o Cruzeiro, no Maracanã. Sorte do Palmeiras, com os mesmos 28 pontos do Rubronegro da Gávea, que, mesmo fora de casa, tem todas as chances de derrotar o Ipatinga.
Outro com chances de chegar ao G4 é o São Paulo, que, no Morumbi, joga com o Vasco da Gama, sem Edmundo.
Ah... e tem o Sport Recife também!
O Leão do Norte, para a alegria de Ricardo Noblat, vai se aproximando cada vez mais dos líderes do Brasileiro. É o sétimo, com 24 pontos. E, neste domingo, vai às Minas Gerais para duelar com o Atlético-MG (em 15º, com 18 pontos, ameaçado de voltar à zona de rebaixamento), goleado pelo Vasco, em São Januário, por 6 a 1, no meio de semana.
E já que falamos da zona de rebaixamento, a luta é gigantesca por lá, também.
Do 12º colocado até o 16º, todos têm chances de parar na zona vermelha da tabela. A diferença é mínima: o Santos, atual líder da zona de rebaixamento, tem 17 pontos, assim como o Goiás. No caso de vitória de qualquer um dos dois - ou dos dois - chegam aos 20 pontos, ficando à frente, por exemplo, do Vasco, com 19, em 12º....
Fluminense e Ipatinga, com 13 pontos cada, são os únicos que não podem sonhar tão alto, ao menos nesta rodada, a levar em conta a pontuação de Santos e Goiás, que, mesmo perdendo, continuarão em vantagem por mais uma rodada.
Enfim... O Brasileirão 2008 é como uma panela de pressão. Uma revolução a cada rodada. Do 1º ao 7º, do 12º ao 20º... E até os que estão em posição intermediária, casos de Coritiba, Botafogo, Internacional e Figueirense, a esperança e o suspense sempre estão presentes.
São 12h22 desta sexta-feira, 25 de julho de 2008. Há exatamente uma hora, a Seleção Masculina de Vôlei derrotou o Japão, por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/23 e 25/15. A partida, realizada no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, foi pela Liga Mundial, torneio mais badalado, considerado uma Copa do Mundo.
Desde a década de 80, com a chamada geração de Prata, que o Vôlei não é simplesmente uma esperança, mas a realidade de um sucesso adquirido.
José Roberto Guimarães, Bernardinho, dois grandes levantadores que se tornaram técnicos em excelência.
No time masculino, quem não lembra da Seleção que conquistou o Ouro Olímpico em Barcelona, na Espanha?
Carlão era o grande capitão, Marcelo Negrão, Giovane Gávio, Paulão, Tande, com o fabuloso "jornada nas estrelas", e Maurício.
E a equipe feminina: Fernanda Venturini e Fofão, duas das melhores levantadoras que o mundo já assistiu jogar. Paula Pequeno, Virna, Leila, todas precisas, com altíssimo nível técnico.
Anos mais tarde, em 2004, em Atenas, Bernardinho foi à loucura, mordeu a camisa e depois a medalha olímpica, ao vencer os Estados Unidos na final masculina.
Giba, André Eller, Gustavo, Nalbert, Giovane... um timaço!
A renovação é constante no mundo do Vôlei. E os investimentos, muito altos, merecidos pelo retorno que é conquistado em medalhas.
Mas e as outras modalidades?
Estamos às portas da Olimpíada de Beijin, na China, e o nosso Basquete, mais uma vez está de fora.
Na natação, no Judô e no Atletismo, o Brasil tem esperanças de medalha, assim como na Ginástica Olímpica, que, no Paraná, conta com um centro de treinamento pra lá de moderno.
Tirando o Vôlei e a Ginástica Olímpica, que recebem apoio e incentivo, independentes de estarmos em época de Jogos Olímpicos ou Pan-Americanos, as demais modalidades vivem de caridade.
Ninguém fala em investir no Judô, mesmo com todo retorno que o esporte nos traz. No Taekonwdô, então...
Ciclismo, esgrima, dentre outros, são esportes renegados, pelo universo empresarial e também pela mídia.
Por mais críticas que façamos aos Estados Unidos e à Cuba, não há como negar ou questionar o bom trabalho que é feito em torno do esporte, como um todo, por lá.
E é esse tipo de trabalho que nos falta.
O Ministério do Esporte bem poderia tomar partido dessa idéia, até com um aspecto ideológico social como gancho, para atrair ainda mais a atenção dos jovens e dos investidores.
Mas, não! O mais fácil é investir na Timemania da vida, para facilitar ainda mais a corrupção no País!
"Jogado aos teus pés, eu sou mesmo exagerado". Exagerado a ponto de reconhecer que o "tempo não pára", que a nossa "piscina tá cheia de ratos" e que não podemos nos contentar com a "caridade de quem me detesta".
Precisamos de uma ideologia para viver, mesmo sabendo que nossos "heróis morreram de overdose" e os nossos "inimigos estão no poder".
Não vamos mais "ficar em cima do muro". Vamos, sim, apostar naquele "garoto que ia mudar o mundo" e foi ignorado pelos nossos inimigos, sem ideologia alguma, que "estão no poder".
"Eu sou mais um cara", que "vou sobrevivendo sem um arranhão".
Não podemos permitir que transformem "o país inteiro num puteiro", para ganhar "mais dinheiro".
É hora de dizer aos políticos que as idéias deles "não correspondem aos fatos".
E que embora adoremos "um amor inventado", não somos tolos, que não queremos um "museu de grandes novidades", mas viver nossas vidas, a realidade.
"Sou forte, sou por acaso", ando com a "minha metralhadora cheia de mágoas", sou um cara que "procurando uma agulha no palheiro", "vejo o futuro repetir o pasado" e "não tenho data para comemorar".
"Meu partido é um coração partido". "E as ilusões estão todas perdidas".
Mas eu gosto é de futebol!
"Eu amo o Football".
"Amor que é amor, com a bola no pé".
*Texto baseado nas músicas "Exagerado", "Ideologia", "Jogo de Futebol" e "O tempo não pára", cantadas por Cazuza, morto há 18 anos, no dia 7 de julho de 1990.
Quase dois anos depois de deixar o comando técnico da Seleção Alemã, Jürgen Klinsmann assume o Bayern München, clube de enorme tradição na Alemanha.
E para que o seu trabalho na Baviera dê em bons frutos, Klinsi já tratou de exibir seu cartão de visitas. Na primeira entrevista coletiva, dada nesta quarta-feira, o recém-chegado treinador declarou que dobrará a jornada de treinamentos durante a pré-temporada e proibirá o uso de celulares enquanto os jogadores estiverem concentrados.
Há quem ache que essas medidas são absolutamente radicais. Eu, sinceramente, não as acho. Klinsmann está certo em exigir o máximo de seus atletas. E a julgar pela proposta de trabalho que apresentou - fazer com que o Bayern desenvolva em campo um futebol ofensivo, brigador e alegre, como a Seleção da Alemanha na Copa de 2006 - não há o que questionar.
Depois de abandonar o comando técnico da Seleção Alemã, Klinsmann viajou pelo mundo, observando todos os tipos de jogos e táticas. Esses estudos e aplicação, certamente, farão a diferença em relação aos demais clubes que a partir do dia 15 de agosto disputarão a Bundesliga.
Ah, e tem mais... Klinsi proporcionará uma chance que poucos clubes no mundo se interessam em dar: os jogadores do Bayern terão aulas de alemão, para garantir o aprimoramento na fluência, e de outros idomas, como o inglês.
Bem que os clubes brasileiros poderiam seguir o bom exemplo, oferecendo aulas de português aos nossos atletas. Quem sabe assim não teríamos mais de ouvir os "nóis vai", "nóis fomo" da vida, que 99% dos jogadores falam durante as entrevistas, não é mesmo?
Nesta quarta-feira, 2 de julho, será disputada a finalíssima da Taça Libertadores das Américas, entre Fluminense e LDU, do Equador, no Maracanã.
O placar do primeiro confronto, em Quito, foi o de 4 a 2 para os equatorianos, numa partida em que o Flu realizou um péssimo primeiro tempo, levando quatro gols logo de cara.
Hoje, para erguer a Taça, o Tricolor das Laranjeiras terá de vencer por uma diferença igual ou superior a três gols. Tarefa que é complicada, mas não impossível!
Se a vontade e a determinação demonstrada em campo for parecida com a que teve no clássico com o São Paulo, pela mesma Libertadores, o Fluminense leva o caneco.
Do contrário...
Sei que posso parecer chato ao tocar nessa possibilidade, mas, e se o Flu não conseguir reverter a vantagem da LDU, ficando com o vice-campeonato da Libertadores?
Será o fim do mundo?
Não, não será!
Mas as cobranças, até aqui esquecidas, ganharão espaço, seja entre os torcedores ou na mídia.
Renato Gaúcho, logo após os 3 a 1 diante do Boca Juniors, no Maracanã, pela fase semifinal da competição Sul-Americana, declarou que o Fluminense sendo campeão da Libertadores, "brincaria" no Brasileiro.
A levar em conta que, no Brasileiro, o Flu é o lanterna, com apenas 3 pontos em 8 jogos, podemos concluir que a brincadeira começou antes do previsto. Ou não?
Seja como for, a verdade é que o Fluminense está entre a cruz e a espada: se ganhar a Libertadores, colherá os louros e será reverenciado por um bom tempo. Se perder, além das críticas pela péssima partida que fez em Quito, terá de iniciar uma opreração de emergência, para a recuperação da equipe no Brasileiro.
Um dia depois do empate entre Brasil e Argentina, no Mineirão, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, liguei para o amigo e colunista do Blog do PP, Jairo Giovenardi. O assunto, como não podia deixar de ser, era a Seleção treinada (ainda) por Dunga.
Há anos que o escrete canário perdeu a identidade. Jogar na Seleção, hoje, não é mais representar a Pátria amada e idolatrada. Trata-se de um bandejão de ofertas. "Leve e pague quanto quiser!".
Os jogadores dos grandes clubes daqui não se importam se vão para a Rússia, para o Qatar ou para o Iraque... o importante é sair, ser negociado. E os empresários querem suas "peças" valorizadas ao extremo, seja em Dólar, Euro ou outra moeda qualquer que não seja o Real.
A Seleção Brasileira de uns 20 anos pra cá, é uma verdadeira Legião Estrangeira. Poucos são os jogadores que atuam no futebol brasileiro e são lembrados pelo "Professor" Dunga!
E, no comando dessa Legião, está o grande Ricardo Teixeira, há quase 20 anos no poder e que não larga o osso nem com reza braba!
Júlio César, Lúcio, Juan, Anderson, Júlio Baptista, Luís Fabiano, Robinho... todos atuam no exterior.
Na linha do "perguntar não ofende": o que o treinador da Seleção Brasileira - e/ou a Dona CBF - pode ter contra os jogadores que atuam aqui no Brasil?
Nada contra a inclusão dos "estrangeiros" na lista, mas, é necessário um equilíbrio!
Ou será que nenhum jogador que atua nesta terra, de solo fértil e céu cor de anil, presta?
Julinho Botelho, ídolo do Palmeiras nos anos 50, recusou o convite para disputar a Copa de 58, na Suécia, por estar na Itália e achar injusto roubar a vaga de alguém que por aqui se esforçava e se dedicava. No lugar dele, foi Garrincha, o botafoguense das pernas tortas.
Será que algum desses "estrangeiros" de hoje adotariam essa postura?
Duvido!
O intere$$e vale mais do que tudo!
Até mesmo que, o tão achincalhado, amor à Pátria.
A Seleção 100% Brasileira proposta por Jairo Giovenardi a este colunista durante a conversa, é bastante aceitável:
GOLEIROS: Rogério Ceni (São Paulo), Marcos (Palmeiras) e Fernando Henrique (Fluminense); LATERAIS: Léo Moura (Flamengo), Gabriel (Fluminense), Kléber (Santos) e Júnior Cesar (Fluminense); ZAGUEIROS: Alex Silva (São Paulo), Miranda (São Paulo), Thiago Silva (Fluminense) e Fábio Luciano (Flamengo); VOLANTES: Hernanes (São Paulo), Kléberson (Flamengo), Arouca (Fluminense) e Pierre (Palmeiras); MEIAS: Thiago Neves (Fluminense), Marcinho (Flamengo), Dentinho (Corinthians) e Alex (Internacional); ATACANTES: Washington (Fluminense), Nilmar (Internacional), Diogo (Portuguesa) e Guilherme (Cruzeiro).
Um grupo muito bom, na minha avaliação, e que poderia representar a Pátria amada e idolatrada numa boa!
Mas... antes de qualquer coisa, é preciso mudar o foco do intere$$e, deixando a grana de lado para pensar mais no futebol bem jogado, que é o que atrai realmente o grande público!
É 1h04 minutos da madrugada de terça para quarta-feira. Enquanto reviso e edito o material do MPR para, enfim, publicá-lo, penso no que escrever nesta coluna.
Olho para o calendário, para o relógio... o monitor, num silêncio espantoso, me encara. O teclado, pede para ser usado, mas...
O que escrever?
Eis que surge uma luz, que não é a que ilumina o local em que estou, mas aquela famosa no fim do túnel.
Vamos falar da Eurocopa, da Seleção da Holanda?
Ah... que maravilha...
Mesmo com o time reserva, o Carrossel Holandês venceu a Romênia por 2 a 0, terminando a primeira fase da Euro na liderança do Grupo C, com 9 pontos.
Na vice-liderança, com 4 pontos apenas, aparece a Itália, que derrotou a França, também por 2 a 0, numa partida em que o melhor lance francês foi antes da bola rolar, quando tocou a Marseillaise.
A Azzurra, pela primeira vez em muito tempo, ganhou na bola, sem que a arbitragem desse um famoso apoio moral.
Mas é bom Roberto Donadoni ficar em alerta, pois, não fossem as bolas paradas, a Itália, hoje, choraria a eliminação ao lado dos franceses.
Bom... E agora? 1h24... falei da Euro... da Holanda... da França... da Itália... até da Romênia!
Sinto que falta algo... o quê?
AAAAAHHHH!!! Claro!!!
Falta falar das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
Você, nobre leitor, sabia que o Uruguai, após o empate em 1 a 1 com a Venezuela, degolou o Peru por 6 a 0, no Centenário, em Montevidéu, com gols de Forlán (3), Bueno (2) e Abreu?
Pois é...
A Celeste Olímpica, com a bela goleada, assume a 4ª colocação, com os mesmos 8 pontos da Seleção Brasileira, mas com um jogo a mais...
Peraí...
Seleção Brasileira...
O que é isso???
Seria aquela da Copa de 58, na Suécia?
Ou aquela de 62, de um tal Mané?
Pelé?
Quem é esse???
Ele jogou na Seleção???
Ué... Hoje ouço falar em pedaladas, Robinho, Ricardo Teixeira (???), Dunga e... derrota pra Venezuela!
O que houve com essa tal Seleção, afinal?
Morreu???
Bom... Menos mal, então!
Mas, pera lá... Disseram que a Argentina de Riquelme, Messi, Agüero e Palácio, vai jogar com essa tal Seleção, no Mineirão...
A 6ª rodada do Campeonato Brasileiro teve início nesta quinta-feira, dia 12 de junho, data em que os comerciantes em todo o Brasil sorriram pelo lucro obtido no dia dos namorados.
No Maracanã, os apaixonados puderam acompanhar juntinhos o empate do Fluminense com o Santos em 1 a 1, com o gol do Peixe sendo anotado aos 46 minutos do segundo tempo, por Tiago Luis.
(O Tricolor das Laranjeiras, agora com 2 pontos, continua na lanterna da competição. Já a equipe da Baixada santista é a 14ª colocada com 5 pontos, ainda ameaçada pelo rebaixamento).
Nas Minas Gerais, o Atlético-MG, traumatizado pelos 5 a 1 que levou do São Paulo no último domingo, teve a grande chance de se reabilitar diante do Ipatinga, no Mineirão.
E a oportunidade não foi desperdiçada, para a alegria dos pombinhos presentes no estádio, que viram o Galo Mineiro vencer por 4 a 2 e chegar aos 9 pontos no Brasileiro.
Aqui em São Paulo, mais precisamente no Parque Antárctica, o Palmeiras não decepcionou e massacrou o Cruzeiro por 5 a 2, com direito a uma bela atuação de Valdívia, dando fim à invencibilidade da equipe azul celeste.
Resultado que garante a 5ª colocação ao alviverde, com 10 pontos, deixa o Cruzeiro na vice-liderança com 13, e torna o Flamengo a única equipe invicta na atual edição do Brasileirão.
Flamengo que vem de uma goleada, de 5 a 0, contra o Figueirense e, neste sábado, terá o São Paulo de Muricy Ramalho pela frente, no Maracanã.
Promessa de um belo jogo...
DUNGA, NOS SALVE, POR CARIDADE! Sou contra a idéia de jornalista interferir na escalação da Seleção Brasileira. Jornalista tem de noticiar o que se passa e o treinador, convocar, treinar e pôr o time para jogar. Isso é fato e todos sabem.
Mas, quero deixar registrado neste espaço o meu apelo - prestou atenção? Não é pedido e, sim, apelo!
Dunga, por caridade, convoca o Wellington Saci para a Seleção Brasileira e em carater de urgência!
Para quem já chamou Fernando e Afonso, chamar o Saci é fichinha!
Vai que numa dessas um empresário iluminado se interessa e faz a gentileza de levar o Saci para jogar no Iraque, por exemplo!
Já pensou que maravilha, ele lá, no Iraque, fazer o que fez na decisão da Copa do Brasil?
Vira ídolo nacional na certa...
POR FALAR EM SELEÇÃO BRASILEIRA... Os dois amistosos que a Seleção Brasileira disputou na terra do Tio Sam serviram para uma única coisa: mostrar que estamos péssimos e que corremos um grande risco de perder para o Paraguai, de Cabañas, em Assunção, e sermos humilhados, no Mineirão, pela Argentina de Juan Román Riquelme!
Telê Santana, um dos grandes nomes do nosso futebol, ficaria estarrecido se visse o número de vezes que o cartão vermelho foi exibido na 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em 6 dos 10 jogos, 10 jogadores foram expulsos...
Não precisa ser nenhum gênio, como Telê, para saber que há algo de errado no mundo da bola.
Será excesso de rigor por parte da arbitragem?
Será falta de habilidade dos nossos jogadores que só sabem resolver a coisa na base da porrada?
Ou será um pouco dos dois casos, somados à falta de credibilidade do STJD?
Pode ser...
Brucutus e impunidade nunca faltarão!
E isso não é previsão de Nostradamus ou Mãe Dinah!
O que não dá para tolerar é o descontrole demonstrado durante o jogo entre Náutico e Botafogo, nos Aflitos, em Pernambuco, após a expulsão do zagueiro André Luís, do Fogão.
Não há como negar que André Luís errou, e feio, ao chutar uma garrafa na direção de um torcedor próximo ao campo e, ao invés de ir para o vestiário, sentar-se no banco de reservas.
Mas, por outro lado, que raios fazia o torcedor por lá, num local em que nem mesmo os profissionais de imprensa podiam ficar?
Quanto ao policiamento...
Pra que mais de 10 policiais para pegar um único jogador?
Pra que aquela cena tosca que nem nos filme de faroeste a gente vê mais?
Algo ridículo!
Sair com André Luís no meio dos torcedores do Náutico foi praticamente um crime, um ato irresponsável da polícia pernambucana.
Ou será que ninguém ali podia supor que, de repente, o jogador acabaria sendo vítima de agressão?
É hora de deixar a pancadaria de lado para que o futebol seja jogado.
E é hora também da inteligência ser usada, para evitar maiores transtornos, como nos Aflitos.
Após três rodadas, apenas Cruzeiro e Corinthians têm 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro.
A equipe mineira, líder da Série A, além de vencer as três partidas até aqui, marcou sete gols e não levou nenhum.
Já o alvinegro do Parque São Jorge, líder da Série B, também marcou sete gols, mas tomou 3.
Na vice-liderança da Série A, estão duas equipes com 7 pontos: Flamengo e Grêmio.
Na Série B, a vice-liderança é dividida por Fortaleza e Brasiliense, com 7 pontos.
Por mais que existam semelhanças nas campanhas de Cruzeiro e Corinthians, elas não podem ser levadas a sério.
A Raposa, eliminada da Taça Libertadores, viajou muito menos que o time Mosqueteiro, com chances de conquistar a Copa do Brasil.
Enquanto o Cruzeiro saiu de Belo Horizonte, no dia 8 de maio, com destino a Salvador, onde encarou o Vitória no dia 10 e depois voltou para a capital mineira para jogar com Botafogo (dia 17) e o Santos (dia 25), o Corinthians realizou um verdadeiro tour!
No dia 6 de maio, enfrentou o São Caetano (pela Copa do Brasil) no Morumbi. No dia 10, o CRB, no Pacaembu e no dia 13, novamente o São Caetano, em Ribeirão Preto.
Até aí, tudo em São Paulo, sem muitos problemas...
Já no dia 17, o Corinthians, foi de São Paulo para Brasília jogar com o Gama. Dia 20, foi ao Rio de Janeiro, para o primeiro duelo da semifinal da Copa do Brasil, com o Botafogo, no Engenhão.
Do Rio de Janeiro viajou para o Rio Grande do Norte, onde, pelo Brasileiro, teve o ABC pela frente.
E de Natal voltou para São Paulo, onde, nesta quarta-feira decidiu a vaga na final da Copa do Brasil com o Fogão...
Campanhas parecidas, com roteiros extremamente diferentes.
As inúmeras viagens realizadas pelo alvinegro tornam a campanha corintiana muito mais difícil que a do Cruzeiro, que ficou muito mais em casa do que fora.
Mas é assim mesmo.
Todos sabiam que, na Série B, a coisa não seria fácil.
E o Corinthians, mesmo que não jogando um futebol de encher os olhos e com um time de médio pra bom, tem feito o papel dele, na base da luta e da garra, como só o Corinthians é capaz de fazer!
HERÓI E BANDIDO Botafogo e Corinthians, dois alvinegros.
No Engenhão, Fogão, 2 a 1.
No Morumbi, Timão 2 a 1!
Nas penalidades, o abatimento de Zé Carlos e a consagração de Felipe, goleiro que veste a camisa 1, mas poderia trajar a 10!
Em São Januário, Vasco da Gama e Sport Recife.
Na Ilha do Retiro, deu Leão do Norte: 2 a 0.
Na Colina, Vasco, 2 a 0, com gol de Edmundo aos 45 minutos do segundo tempo.
Edmundo que, de herói, passou a vilão ao mandar a cobrança de pênalti pra Lua.
Sport e Corinthians decidem a Copa do Brasil.
Um alvinegro e o outro Rubronegro.
A Taça Libertadores de 2009 está cada vez mais perto...
FLUZÃO Que jogo lindo de se ver!
O Fluminense não se deixou intimidar pela frieza e experiência do BocaJuniors em Avellaneda.
Nem mesmo a habilidade de Riquelme abalou o Tricolor das Laranjeiras.
Na Argentina, quem brilhou foi Thiago Neves, com participação decisiva nos dois gols do Flu!
Que os 2 a 2 no primeiro jogo da semifinal da Libertadores foi um ótimo resultado, ninguém duvida.
Mas é bom colocarmos os pés no chão.
Para o Boca, vencer fora de casa não é algo difícil.
Como bem lembrou a minha querida Clara Albuquerque, os Xeneizes, às vezes, jogam melhor fora do que dentro de casa.
Razão mais que suficiente para o Flu tomar cuidado e não se animar tanto!
Manchester United e Chelsea decidiram a Liga dos Campeões da Europa, na última quarta-feira, em solo russo.
O Fluminense, no Maracanã, eliminou o São Paulo e, agora, terá pela frente o Boca Juniors, da Argentina, na fase semifinal da Taça Libertadores.
E o Santos, também na Libertadores, foi eliminado pelo América do México, mesmo com a vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro.
Três jogos, três decisões, três emoções.
Na Rússia, a injustiça das penalidades máximas levou dois grandes nomes ao choro: Cristiano Ronaldo e John Terry.
Ronaldo, que fez o gol do Manchester no período regulamentar e desperdiçou a penalidade, dando uma paradinha que mais o atrapalhou do que ajudou.
Terry, o respeitável xerife do Chelsea, escorregou na hora da cobrança e perdeu, naquele momento, a chance de dar aos Azuis de Londres o primeiro título na competição que é tão badalada.
Quem também chorou foi Washington, do Fluminense, com quase 70 mil torcedores no Maracanã, no jogo com o São Paulo, pela Libertadores.
O Tricolor das Laranjeiras, para se classificar à semifinal, tinha que vencer o São Paulo por diferença de 2 gols. Tarefa que não era fácil, nem impossível - como a prática demonstrou...
Aos 11 minutos de jogo, Washington foi às redes.
No segundo tempo, o São Paulo empatou aos 24 e Dodô fez 2 a 1 para o Flu aos 26.
O resultado, mesmo que negativo, ainda era bom para o São Paulo.
Washington, que até esta partida curtia um jejum de 8 jogos sem marcar gols, fez o gol que levou o Maracanã ao delírio e Renato Gaúcho à festa, aos 47 minutos do segundo tempo.
O camisa 9 do Flu, que fizera o gol de cabeça, chorou copiosamente ao final do jogo.
Lágrimas de campeão, assim como as de John Terry e Cristiano Ronaldo.
E na Vila?
O Santos precisava de uma vitória por, pelo menos, 2 gols de diferença, para decidir a classificação nos pênaltis.
Não deu!
O Peixe foi por mais de 30 vezes em busca dos gols que precisava. Mas Ochoa, goleiro do América, estava com uma sorte danada.
A torcida santista, que por vezes se calava, tamanho o medo e insegurança, reconheceu o esforço de seus atletas, com um merecido aplauso ao final da partida.
Após a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o cenário é o seguinte: o Rio de Janeiro lidera, com Flamengo e Botafogo. Na terceira colocação aparece o Coritiba. Em quarto, quem está é o Cruzeiro. Dentre as equipes gaúchas, o Grêmio é o sétimo e o Internacional o oitavo.
De primeiro a oitavo, todos somam 3 pontos.
A equipe paulista melhor colocada até aqui é a Portuguesa, de volta à Série A, que ficou no empate em 5 gols com o catarinense Figueirense.
Bom... Mas não há apenas clubes do Sul e do Sudeste nesta 38ª edição de Brasileirão.
Há representantes, também, no Centro-Oeste e no Nordeste.
O Goiás, vice-campeão estadual, costuma ser uma daquelas equipes "chatas", dispostas a atrapalhar a caminhada dos ditos grandes.
O Vitória, clube que revelou o goleiro Dida e o volante Vampeta, ambos campeões do mundo com a Seleção Brasileira, é um adversário de respeito. Jogar no Barradão é algo de enlouquecer. É quase um LaBombonera.
E o Sport Recife, atual Tricampeão Pernambucano?
Clara Albuquerque, nova integrante do Blog do PP, bem destacou a campanha do Leão do Norte na Copa do Brasil. E, se olharmos com a devida atenção, não é de se jogar fora: o Sport, nas duas últimas fases, despachou o Palmeiras, com uma goleada estarrecedora de 4 a 1 às vesperas da final do Paulistinha; e venceu o Internacional por 3 a 1, na última quarta-feira.
Os dois jogos citados acima, é bem verdade, foram disputados na Ilha do Retiro. Em São Paulo e no Rio Grande do Sul, o Sport não teve o mesmo desempenho, mas nem por isso deixa de ser merecedor de respeito.
É compreensível e natural que, neste início de campeonato, haja um otimismo excessivo, apaixonante no que diz respeito às esperanças de quem poderá ser o campeão brasileiro de 2008.
Mas é necessário um cuidado. Se Goiás, Vitória e Sport hoje não têm chances, nada impede de terem amanhã.
COPA DO BRASIL Definidas as semifinais da Copa do Brasil, é hora dos palpites.
O Corinrhians, ao lado do Sport, tem sido uma agradável surpresa.
A vitória por 3 a 1 diante do São Caetano não foi das mais fabulosas, mas motivantes.
Por mais que Botafogo e Vasco da Gama tenham boas equipes, com tudo bem organizado e preparado, creio numa final entre paulistas e pernambucanos.
Será que rola?
ADRIANO Merecidíssima a convocação do atacante Adriano, do São Paulo, para os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo, frente ao Paraguai, em Assunção, e à Argentina, em Belo Horizonte.
Após um início de temporada muito conturbado e repleto em dúvidas, Adriano tem sido o homem-gol Tricolor, aquele que chama a responsabilidade para si e resolve quando necessário.
Um jogador que foi duramente criticado - inclusive por este colunista - e que hoje tem a grande oportunidade de renascer como um profissional da bola.
Que aproveite a chance e fique de vez na Seleção Brasileira!
LIBERTADORES O São Paulo venceu o Fluminense, no Morumbi, por 1 a 0 e, agora, terá de lutar por um empate ou nova vitória jogando no Maracanã.
Tarefa nada fácil, diga-se.
Mas, em pior situação está o Santos, que perdeu, no Azteca, de 2 a 0 para o América do México.
Na Vila Belmiro, se o Peixe não vencer por diferença igual ou superior a dois gols, estará fora da Libertadores.
Que Cabañas, o carrasco brasileiro na competição Sul-Americana, não desencante mais uma vez.